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Terno e Esmir filho embarcam em viagem vintage multimídia

Banda e cineasta se juntam de hoje a quinta no projeto Palavras Cruzadas, em show com projeções em VHS
(Mateus Campos)

Para vir ao Rio, os paulistanos do Terno abriram mão da ponte aérea e embarcaram num motorhome. E, para registrar a jornada, o diretor Esmir Filho deixou de lado as câmeras de alta definição e usou uma filmadora VHS. O resultado da viagem vintage será exibido em show, de hoje a quinta, no projeto Palavras Cruzadas, no Oi Futuro Ipanema.

Esmir Filho, que venceu o Festival do Rio de 2009 com “Os famosos e os duendes da morte”, conta que a proposta é mesclar o som feito ao vivo pela banda om tudo o qure foi gravado na estrada.

– Não vai ser apenas um show com projeções, ou com clipes para cada música. Haverá uma união entre os vídeos e o que acontece em cena. Vamos ter também câmeras no palco. A música nunca para, nem os vídeos. Tudo costurado, como nos sonhos – explica o diretor. – O disco deles é onírico. E, no meu trabalho, gosto muito de trabalhar com o sonho.

É exatamente por isso que a apresentação vai começar com “Quando estamos todos dormindo”, do segundo disco do trio, lançado em agosto.O Terno, que prepara um clipe para “Ai, ai, como eu me iludo”, costuma usar o audiovisual como trunfo. O bem-humorado vídeo de “66”, do disco de estreia, viralizou na internet. Para divulgar o novo álbum, eles produziram um engraçado mockumentary, que mostra a “influência” da banda brasileira através de depoimentos falsos de músicos como Tom Zé, David Gilmour e Stevie Wonder.

– A gente se preocupa com isso desde o primeiro clipe. Os vídeos têm que dialogar com a estética do som que a gente faz – garante Tim, que comenta a parceira com o cineasta. – Quem fez a ponte entre nós foi o Marcio Debellian (curador do Palavras Cruzadas). O Esmir comprou nossas ideias, e estamos andando juntos.

Logo, a opção pelo VHS, formato abandonado há muito tempo, foi um consenso. E faz todo o sentido, sobretudo para uma banda cuja música é fortemente influenciada por ecos e distorções do passado.

– A primeira coisa que veio na cabeça foi gravar em Super-8, mas isso é uma nostalgia de quem é mais velho. Embora façam um rock sessentista, os caras da banda são dos anos 1990. Por isso escolhemos filmar em VHS – diz Esmir.



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