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Maria Bethânia Guerreira Guerrilha
A Debê Produções, em parceria com a Mobile Editorial, relançou em outubro o livro “Maria Bethânia Guerreira Guerrilha”, de Reynaldo Jardim, publicado, até então, em única edição em 1968. Esta nova versão, organizada por Marcio Debellian e Ramon Mello,  chegou às livrarias em versão que reproduziu fielmente a publicação original e acrescentou nova apresentação e fortuna crítica.
Antes de falecer, Reynaldo Jardim publicou este livro-poema como parte do livro “Sangradas escrituras” , uma antologia que reuniu todo o seu trabalho, e escreveu o texto de apresentação que segue abaixo.

“Teatro Opinião. Rio de Janeiro. Bethânia no palco substituindo Nara Leão. Ninguém a conhecia. Chegara da Bahia trazida por Vianinha. Aquela quase menina, na arena do Opinião, parecia, pela potência dramática, postura corporal, força emotiva, uma deusa-mulher adulta mente deslumbrante e sedutora. Quando acabou de cantar Carcará, a plateia entrou em delírio. A baianinha tornara-se a musa de toda uma geração romântica, audaciosa e revolucionária. Em uma das apresentações, subi ao palco e li o início de um poema que escrevi em sua homenagem. Posteriormente desenvolvi o tema e nasceu o polifônico ‘Maria Bethânia, Guerreira Guerrilha’. Era véspera do AI 5. Com a publicação do livro, considerado justamente subversivo, fui processado. E deixei minha musa em uma posição muito delicada. Teve que prestar depoimento no DOPS. A edição foi apreendida, retirada das livrarias. Minha casa, invadida. Republico aqui o livro só para reverenciar essa que, sendo a melhor atriz da canção brasileira, é um padrão de soberba dignidade.”

 



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