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	<title>Debê Produções</title>
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		<title>Coisas de amor que eles fizeram &#8211; Público (Portugal)</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Oct 2011 12:10:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>debe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Baú]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Alexandra Lucas Coelho 1. No dia 13 de Fevereiro de 1965 uma adolescente de 18 anos parou a história do Brasil. Aconteceu num palco do Rio de Janeiro, durante o “show” “Opinião”, encenado por Augusto Boal. Poderoso musical contra a ditadura, o “Opinião” juntava em cena o nordestino João do Vale, o negro Zé [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>Por Alexandra Lucas Coelho</div>
<div>
<p><strong>1.</strong> No dia 13 de Fevereiro de 1965 uma  adolescente de 18 anos parou a história do Brasil. Aconteceu num palco do Rio de  Janeiro, durante o “show” “Opinião”, encenado por Augusto Boal. Poderoso musical  contra a ditadura, o “Opinião” juntava em cena o nordestino João do Vale, o  negro Zé Keti e a musa carioca Nara Leão. Problemas de voz levaram Nara a ser  substituída por Susana de Moraes, filha de Vinicius, e ao fim de duas semanas  Boal convidou uma desconhecida para continuar a substituir Nara.</p>
<p>Os espectadores dessa noite de Verão viram  então aparecer uma estranha adolescente, delgada como uma planta, cabelo negro  preso na nuca, perfil de águia. Quando ela, inabalável, abriu a boca e bradou  “Carcaráááááá!”, a música popular não foi mais a mesma. De onde vinha aquela  voz? Do centro da terra? Do começo do mundo? “Carcará! / Pega, mata e come /  Carcará! / Num vai morrer de fome / Carcará! / Mais coragem do que homem /  Carcará!”</p>
<p>E olhos nos olhos da plateia, ela recitava,  varrendo o espaço: “Em 1950 mais de dois milhões de nordestinos viviam fora de  seus estados natais. 10% da população do Ceará emigrou. 13% do Piauí. 15% da  Bahia…”</p>
<p>Era da Bahia que ela vinha. Chamava-se Maria  Bethânia.</p>
<p><strong>2.</strong> Na plateia estava o poeta Reynaldo Jardim  e o abalo nele foi tão forte que gerou um poema contínuo durante os três anos  seguintes. O livro saiu em 1968 com o título “Maria Bethânia Guerreira  Guerrilha”. Os militares declararam-no subversivo e pornográfico, queimaram os  cinco mil exemplares da edição e interrogaram Bethânia sobre o assunto, em  Dezembro, quando a prenderam. “Queriam saber porque eu causei esse livro, porque  esse cara escreveu esse livro para mim… É um poema lindo do Reynaldo, uma coisa  de amor que ele fez”, contou Bethânia numa entrevista a Marília Gabriela.</p>
<p><strong>3.</strong> Ramon Mello e Marcio Debelian nasceram  muitos anos depois do livro ser queimado. Mas Ramon, jornalista, poeta e  admirador da obra de Reynaldo, estava a tentar marcar uma entrevista com ele  quando ele morreu, em Fevereiro passado, aos 82 anos. E Marcio, idealizador e  produtor por exemplo do filme “Palavra (En)cantada” sobre a relação entre poesia  e música no Brasil, ficara a saber do livro ao ver um extra de um DVD de  Bethânia.</p>
<p>Juntos, decidiram arranjar forma dereeditar  “Maria Bethânia Guerreira Guerrilha”. Uma edição original achada na Internet  custava 2500 euros. A solução foi falar com a viúva de Reynaldo, Eliana Daher.  Ela não só lhes cedeu um exemplar sobrevivente como recortes da altura.  Compraram os direitos, prepararam um volume acrescentado de vários textos sobre  o caso, mas mantendo o grafismo original, e propuseram a Bethânia dois “shows”  para coincidir com o lançamento. Vão acontecer dia 18 e 19, no Rio de Janeiro.</p>
<p><strong>4.</strong> Declaração de interesses: sou amiga de  Ramon e Marcio. Ramon é o Dylan Tupiniquim Thomas do começo destas crónicas.  Conheci-o na praia desde logo a falar de poesia. Marcio apareceu bem depois, mas  também desde logo a falar de poesia.</p>
<p>A primeira vez que soube do livro de  Reynaldo sobre Bethânia foi há semanas, na minha casa do Cosme Velho, numa noite  de quase Primavera em que Ramon, Marcio, e não apenas eles, leram em voz alta, e  em volta, “O Amor Em Visita”, de Herberto Helder.</p>
<p>O livro de Bethânia era só uma das várias  coisas que eles estavam a fazer. Por exemplo, Ramon ainda nem sabia se ia  conseguir montar a exposição “Tudo vai ficar da cor que você quiser”, uma  retrospectiva da pintura de Rodrigo de Souza Leão.</p>
<p><strong>5.</strong> Criador esquizofrénico e prolífico,  Rodrigo de Souza Leão nasceu no Rio em 1965 e morreu numa clínica psiquiátrica  em 2009, deixando todo um espólio de textos e pinturas. A pedido da família,  Ramon ficou como curador da obra, contou-me tudo isto numa tarde em que ia  justamente acasa dos pais de Rodrigo e perguntou se eu não iria com ele. Fui e  vi as telas serem desenroladas no chão da sala, uma a uma, até não caberem mais.  Nascia aí o projecto da exposição. O Museu de Arte Moderna [MAM] do Rio de  Janeiro estava disponível para a receber, com a colaboração da portuguesa Marta  Mestre, curadora assistente, mas não tinha  dinheiro.</p>
<p>Então nos meses seguintes, entre a  preparação do livro de Reynaldo-Bethânia, Ramon organizou um “crowdfunding”, ou  seja uma colecta na Internet, para conseguir concretizar a exposição. E pelo  meio ainda ia ensaiando uma adaptação a teatro de “Todos os Cachorros São  Azuis”, livro de estreia de Rodrigo.</p>
<p>O espectáculo estreou em Julho, quando eu  estava na Amazónia. Quando voltei, com 15 textos para escrever de seguida, a  única noite em que saí de casa foi para o ver.</p>
<p><strong>6.</strong> Em “Todos os Cachorros são Azuis”,  Rodrigo está no hospital psiquiátrico, acha que lhe puseram um “chip”, sente  choques eléctricos e os seus melhores amigos são alucinações, Rimbaud e  Baudelaire.</p>
<p>Ele fala com os dois assim: “Rimbaud andava  sobre o muro. Sai daí, seu filho-da-puta. Cuidado. Fui para o quarto para não  ver minha adrenalina crescer. Rimbaud veio logo atrás de mim. Estou só. Este  mundo é assim. Cadê o Baudelaire? Está jogando sinuca.”</p>
<p>Ou, convocando Pessoa para o trio eléctrico:  “Não sou nada, Rimbaud. Quer um cigarro? Nunca serei nada. Não posso querer ser  nada. À parte isso, tenho em mim todos os remédios do mundo. Rimbaud, serei  sempre ‘o que não nasceu para isso’, serei sempre aquele que esperou que lhe  abrissem a porta numa parede sem porta. Rimbaud, já estamoscansados dessa festa,  não? Baudelaire fez até um poema. E nós, nada.”</p>
<p>Em “Me Roubaram Uns Dias Contados”, conto  tornado romance, último romance de Rodrigo antes da morte, talvez autobiografia  (mas romance pode não ser autobiografia?), todos os “personagens caminham na  direcção de uma grande metamorfose”, escreve o poeta Leonardo Gandolfi na  introdução. “Se essa metamorfose não se chamar apenas literatura será porque  também a conhecemos pelo nome de amor.”</p>
<p>Por causa de Bethânia, Reynaldo fez um  livro. Por causa de Bethânia e de Reynaldo, Ramon e Marcio vão fazer um livro e  espectáculos. Por causa de Rodrigo, Ramon está a fazer livros e vai fazer uma  exposição, incluindo catálogo com textos de Heloísa Buarque de Holanda e Paulo  Sérgio Duarte, em que nenhuma das obras será para vender, todas serão para doar.</p>
<p>Abre daqui a um mês no MAM. Lá estaremos,  Tupiniquim.</p>
</div>
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		<title>Recital Bethânia e as Palavras</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Oct 2011 18:42:15 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Projetos]]></category>

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		<description><![CDATA[Para o lançamento da nova edição do livro Maria Bethânia Guerreira Guerrilha, de Reynaldo Jardim, a Debê Produções produziu dois recitais Bethânia e as Palavras, nos dias 18 e 19 de outubro de 2011, no SESC Ginástico, no Rio de Janeiro. As apresentações contaram com a participação especial de Elias Andreato e roteiro especial, em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>Para o lançamento da nova edição do livro <em>Maria Bethânia Guerreira Guerrilha</em>, de Reynaldo Jardim, a Debê Produções produziu dois recitais <em>Bethânia e as Palavras</em>, nos dias 18 e 19 de outubro de 2011, no SESC Ginástico, no Rio de Janeiro. As apresentações contaram com a participação especial de Elias Andreato e roteiro especial, em homenagem ao poeta Reynaldo Jardim.</div>
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		<title>A Musa Censurada &#8211; O Globo</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Oct 2011 18:12:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>debe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ode poética a Maria Bethânia proibida pelo regime militar ganha nova edição, 43 anos depois, com dois shows-recitais da cantora Luiz Felipe Reis [O Globo – Segundo Caderno – 4 de outubro de 2011] Às duas horas da manhã, Maria Bethânia foi surpreendida com 20 homens à porta de casa. Era dezembro de 1968. O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Ode poética a Maria Bethânia proibida pelo regime militar ganha nova edição, 43 anos depois, com dois shows-recitais da cantora</em></p>
<p><strong>Luiz Felipe Reis</strong> [O Globo – Segundo Caderno – 4 de outubro de 2011]</p>
<p>Às duas horas da manhã, Maria Bethânia foi surpreendida com 20 homens à porta de casa. Era dezembro de 1968. O AI-5 fora decretado havia poucos dias, e, sem qualquer explicação, a cantora foi levada a um quartel da Zona Norte do Rio. O interrogatório atravessou a madrugada.</p>
<p>Em São Paulo, Caetano Veloso e Gilberto Gil já haviam sido presos. Os militares queriam informações sobre Geraldo Vandré. Mas não só. Insistiam em perguntas sobre um livro que o poeta Reynaldo Jardim havia escrito em homenagem à cantora. O título. <em>Maria Bethânia Guerreira Guerrilha</em>, havia feito soar o alerta vermelho nos órgãos de repressão sobre a cantora que, três anos antes, causou impacto no show<em> Opinião</em>, em que entoava, substituindo Nara Leão, uma inflamada versão de <em>Carcará</em>, de João do Vale e José Candido.</p>
<p>&#8220;Foi um período terrível&#8230; Fui presa no Rio de Janeiro, dentro da minha casa (&#8230;) Queriam saber por que eu causei esse livro, por que esses cara escreveu esse livro para mim&#8230; É um poema lindo do Reynaldo, uma coisa de amor que ele fez (&#8230;) Eles mostraram o depoimento dele e batia com o que dizia: &#8220;Eu sou uma mulher de palco, ele assistiu ao meu espetáculo. É um intelectual, um poeta, e queria escrever um poema, que deu num lindo livro que foi publicado e logo proibido&#8221;, lembrou a cantora numa entrevista a Marília Gabriela, no programa &#8220;Cara a Cara&#8221;, em 1992.</p>
<p>Impactado pela estreia de Bethânia em solo carioca, ao lado de Zé Keti e João do Vale, em 1965, Jardim passou três anos burilando um pequeno poema que, aos poucos, transformou-se no tal livro. Lançado no dia 28 de novembro de 1968, com mil cópias, a obra circularia por apenas 15 dias. Considerada subversiva e pornográfica, <em>Maria Bethânia Guerreira Guerrilha</em> foi retirada das livrarias e seus exemplares foram queimados &#8211; inclusive o que foi entregue à cantora. Agora, oito meses após a morte do autor e 43 anos depois de sua primeira e única impressão, a obra será publicada pela editora Móbile. O lançamento será acompanhado de duas edições especiais do show-recital <em>Bethânia e as palavras</em>, que a cantora realiza nos dias 18 e 19 no teatro SESC Ginástico.</p>
<p>Responsáveis pelo resgate histórico-literário, o produtor Marcio Debellian e o poeta e pesquisador Ramon Mello encaram o projeto como um triplo acerto de contas com a ditadura: retirar um livro-poema do calabouço, resgatar um poeta do ostracismo e homenagear uma artista que iluminou o cenário musical brasileiro mesmo tendo surgido em meio ao mais tenebroso e obscuro momento político da História do país.</p>
<p>- O livro nunca chegou de fato ao público, pouquíssimas cópias restaram &#8211; conta Debellian. &#8211; A republicação é uma homenagem aos dois. Para quem é de uma geração que tem formação musical, poética e afetiva que passa pelo encanto de ouvir Maria Bethânia declamar poetas como Fernando Pessoa, Sophia de Mello Breyner, João Cabral de Melo Neto e Vinicius de Moares, parecia incoerente e injusto que uma ode poética em sua homenagem permanecesse sob o cálice da ditadura.</p>
<p>Ramon Mello define a republicação como &#8220;um ato político&#8221;.</p>
<p>- O livro é uma declaração de amor em versos num crítico momento da política brasileira. É a palavra como arma &#8211; diz. &#8211; Acho que muitos textos, canções e até filmes já poderiam ter sido feitos sob a influência desse trabalho do Reynaldo, que era um poeta incrível.</p>
<p>Admirado por Ferreira Gullar, Hélio Pellegrino e Ana Arruda Callado &#8211; todos com depoimentos na contracapa &#8211; Reynaldo começou a carreira no &#8220;Correio da Manhã&#8221;, criou o Suplemento Dominical do &#8220;Jornal do Brasil, dirigiu o lendário e combativo jornal &#8220;O Sol&#8221; e esteve no centro da poética disputa de poder e influência entre os concretistas paulistas e os neoconcretistas cariocas &#8211; seara em que militava.</p>
<p>- Muitos poetas e escritores escreveram sobre Maria Bethânia, Ferreira Gullar, Vinicius de Moraes, Caio Fernando Abreu, Fauzi Arap, Clarice Lispector&#8230; Os textos são lindos, sem dúvida. No entanto, o mais belo retrato foi pintado com as palavras do Reynaldo &#8211; diz Ramon.</p>
<p>Depois de vasculhar &#8211; sem sucesso &#8211; o acervo de sebos espalhados pelo país, Debellian e Ramon resolveram, no começo do ano, entrar em contato com a família do escritor e comprar os direitos do livro.</p>
<p>Trabalhada desde abril, a nova edição segue à risca o projeto gráfico original idealizado pelo poeta. A capa estampada em suas grandes e pouco convencionais medidas (36 cm de altura por 18 cm) será mantida, assim como a tipologia que se vale de uma variada gama de fontes e tamanhos.</p>
<p>- Não fazia sentido pensar em mudanças em relação à primeira edição &#8211; diz Debellian. &#8211; Ele dizia que existia uma ditadura de tipologias na época, então decidiu usar todas as que tinham à disposição naquele momento.</p>
<p><em>Guerreira Guerrilha</em> é um poema polifônico para ser interpretado a três vozes &#8211; a mudança tipográfica assinala cada alteração. O autor, que se referia à obra como uma &#8220;uma ode heróica&#8221;, alertava que o poema era &#8220;muito mais para ser ouvido do que para ser lido&#8221;.</p>
<p>- Em alguns momentos, o texto atinge um frenesi tamanho que remete a um estado de guerra, um tiroteio sobre nossas cabeças &#8211; diz Debellian.</p>
<p>E o professor e pesquisador Júlio Diniz, do Departamento de Letras da PUC &#8211; Rio, que assina o prefácio da nova edição, dá seu parecer:</p>
<p>- O poema é um soco, um gesto potente e rebelião contra o silêncio imposto e o controle da criatividade e invenção artísticas. É um poema polifônico, amplo, plural, compartilhado, democrático, unindo vozes, gestos e perfis distintos.</p>
<p><strong>Inovadora e revolucionária</strong></p>
<p>Considerada uma peça inovadora e revolucionária por sua estrutura atípica, <em>Maria Bethânia Guerreira Guerrilha</em> constrói, em 43 páginas de poesia (no original; a segunda edição atual, com prefácio e outros textos, tem 93 páginas) versos que enfatizam os opostos que formam a cantora: combativa e amorosa, rebelde e delicada&#8230;</p>
<p>&#8220;A unidade do poema está na sua inspiração: Bethânia, um ser múltiplo. Completo e inacabado ao mesmo tempo&#8221;, disse Reynaldo Jardim, numa entrevista ao &#8220;Jornal do Brasil&#8221; na época do lançamento.</p>
<p>Para Ramon Mello, autor de <em>Vinis Mofados</em>, &#8220;o livro captura o leitor pela força do verbo&#8221;</p>
<p>- Reynaldo mistura diferentes vozes para mostrar a força e o talento de uma cantora que aos 18 anos mostrou a que veio. Cantar a sua língua, suas raízes.</p>
<p>E o produtor Marcio Debellian encerra a batalha reafirmando e redimensionando a porção guerreira da musa inspiradora do poeta Reynaldo Jardim:</p>
<p>- É inegável que Bethânia tem a alma de guerreira.  É filha de Iansã, demonstra isso em sua postura artística. Mas tem algo da guerreira que se adoçou ao longo do tempo. Ela continua dizendo coisas fortes e revolucionárias, só que revestidas de beleza, e não com um &#8220;fuzil na voz&#8221; como o contexto da época queria impor.</p>
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		<title>Ilustre Leitor</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Sep 2011 17:24:00 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Projetos]]></category>

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		<description><![CDATA[“Eu achara a minha religião: nada me pareceu mais importante do que um livro. Na biblioteca, eu via um templo.” – Jean Paul Sartre em As Palavras A convite do SESC-SP, a Debê Produções está produzindo uma série de encontros com grandes nomes da música brasileira para conversas em torno de seus livros de cabeceira. [...]]]></description>
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<p><em>“Eu achara a minha  religião: nada me pareceu mais importante do que um livro. Na biblioteca, eu via  um templo.”</em> – Jean Paul Sartre em <em>As  Palavras</em></p>
</div>
<div>A  convite do SESC-SP, a Debê Produções está produzindo uma série de encontros  com grandes nomes da música brasileira para conversas em torno de seus livros de  cabeceira. Os artistas convidados indicam livros que foram importantes em  sua formação pessoal e criação artística. Durante os bate-papos, mediados por  Marcio Debellian, o público conhecerá um pouco mais da relação íntima de  cada artista com seus livros preferidos. Os títulos  indicados durante o projeto já estão disponíveis nas bibliotecas do SESC.</div>
<div><span style="color: #ff0000;"><strong>Programação e Livros Indicados:</strong></span></div>
<div>
<p><span style="color: #008000;"><strong>31 de agosto &#8211; Zeca Baleiro:</strong></span></p>
<p>O Estrangeiro &#8211; Albert Camus</p>
<p>Memórias Póstumas de Brás Cubas &#8211; Machado de Assis</p>
<p>Com Meus Olhos de Cão &#8211; Hilda Hilst</p>
<p>Poesia Toda – Ferreira Gullar</p>
<p>As Portas da Percepção &#8211; Aldous Huxley</p>
<p>Melhores Poemas - Murilo Mendes</p>
<p>A Invenção de Morel &#8211; Adolfo Bioy Casares</p>
<p>Iniciantes &#8211; Raymond Carver</p>
<p>Estrela de Vida Inteira – Manuel Bandeira</p>
<p>O Homem que Calculava &#8211; Malba Tahan</p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>06 de setembro –  Lirinha:</strong></span></p>
<p>Angústia – Graciliano Ramos</p>
<p>Avalovara – Osman Lins</p>
<p>Se um cão vadio aos pés de uma mulher abismo &#8211; Xico Sá</p>
<p>Alguma poesia &#8211; Carlos Drumond de Andrade</p>
<p>Cidades Invisíveis &#8211; Italo Calvino</p>
<p>O quarto de Jacob &#8211; Virgínia Wolf<strong> </strong></p>
<p>Lavoura Arcaica &#8211; Raduan Nassar</p>
<p>Sombras de reis barbudos &#8211; José J. Veiga</p>
<p>Gaia Ciência – Nietzsche</p>
<p>A linguagem dos Pássaros &#8211; Farid Ud-Din<strong> </strong></p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>14 de setembro &#8211; Tom  Zé</strong></span></p>
<p>A Montanha Mágica &#8211; Thomas Mann</p>
<p>Os Sertões &#8211; Euclides da Cunha</p>
<p>Diários de Bicicleta &#8211; David Byrne</p>
<p>Como e Por que Ler &#8211; Harold Bloom</p>
<p>Filosofias da Índia &#8211; Heinrich Zimmer</p>
<p>Máscaras de Deus &#8211; Joseph Campbell</p>
<p>Grande Sertão: Veredas &#8211; João Guimarães Rosa</p>
<p>Verso, Reverso, Controverso &#8211; Augusto de Campos</p>
<p>Os Ratos &#8211; de Dyonélio Machado</p>
<p>Pequena Estética &#8211; de Max Bense</p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>21 de setembro &#8211; Marina Lima</strong></span></p>
<p>O Vermelho e o Negro - Stendhal</p>
<p>Do Amor – Stendhal</p>
<p>Mito e Musica em Wagner e Nietzsche &#8211; Luiz Claudio Moniz</p>
<p>O Valor do Amanhã &#8211; Eduardo Giannetti</p>
<p>Poesia – Borges</p>
<p>Fazes-me Falta - Inês Pedrosa</p>
<p>Flores Raras e Banalissimas - Carmem L. Oliveira</p>
<p>Os 72 nomes De Deus &#8211; Yehuda Berg</p>
<p>Sentimento Do Mundo &#8211; Carlos Drummond De Andrade</p>
<p>Cancioneiro Jobim-biografia/obras Escolhidas</p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>28 de setembro &#8211;  Zélia Duncan</strong></span></p>
<p>Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres &#8211; Clarice Lispector</p>
<p>Cartas a um Jovem Poeta &#8211;  Rilke</p>
<p>Cartas a Theo &#8211; Van Gogh</p>
<p>Persépolis Completo &#8211; Marjane Satrapi</p>
<p>Ensaio Sobre a Cegueira &#8211; José Saramago</p>
<p>Cascos e Carícias &#8211; Hilda Hilst</p>
<p>Carlos Drummond de Andrade &#8211; Antologia Poética</p>
<p>Fernando Pessoa &#8211; obra poética</p>
<p>Os três mosqueteiros &#8211; Alexandre Dumas</p>
<p>1984 &#8211; George Orwell</p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>23 de novembro -  Pedro Luís</strong></span></p>
<p>Obra Reunida &#8211; Campos de Carvalho</p>
<p>Um Rio Chamado Tempo, Uma Casa Chamada Terra &#8211; Mia Couto</p>
<p>O Homem ou é Tonto ou é Mulher &#8211; Gonçalo M. Tavares</p>
<p>Distraídos Venceremos &#8211; Paulo Leminski</p>
<p>O Livro das Ignorãças &#8211; Manoel de Barros</p>
<p>Ouro &#8211; Janice Caiafa</p>
<p>Memórias de Minhas Putas Tristes &#8211; Gabriel Garcia Marques</p>
<p>História Universal da Infâmia &#8211; Jorge Luis Borges</p>
<p>Sergio Cabral : Tom Jobim, uma biografia</p>
<p>Perto do Coração Selvagem &#8211; Clarice Lispector <strong> </strong></p>
<p><strong><span style="color: #008000;">30 de novembro &#8211; Jorge Mautner</span></strong></p>
<p>Crime e Castigo &#8211; Dostoievski</p>
<p>Pobre Gente  &#8211; Dostoievski</p>
<p>Capitães de Areia  &#8211; Jorge Amado</p>
<p>Casa Grande e Senzala  &#8211; Gilberto Freyre</p>
<p>História das Idéias e Crenças Religiosas -  Mircea Eliade</p>
<p>A Reforma da Natureza &#8211; Monteiro Lobato</p>
<p>Verdade Tropical &#8211; Caetano Veloso</p>
<p>Josef Fouché &#8211;  Stefan Zweig</p>
<p>Brasil, o país do futuro &#8211; Stefan Zweig</p>
<p>O Capote  &#8211; Nicolai Gogol</p>
<p>O Nascimento da tragédia através do ser da Música  - Friederich Nietzsche</p>
</div>
</div>
</div>
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		<title>Contos em busca da liberdade &#8211; Jornal Destak</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Jul 2011 13:41:39 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Depois de abordar a relação entre música e poesia no premiado documentário Palavra (En)Cantada, o quarto mais visto no país em 2009, do qual foi roteirista e produtor, Marcio Debellian acaba de propor outra aventura artística com o livro Liberdade Até Agora (Mobile Editorial, R$ 30). Ele e Eduardo Coelho selecionaram contos de escritores consagrados, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de abordar a relação entre música e poesia no premiado documentário Palavra (En)Cantada, o quarto mais visto no país em 2009, do qual foi roteirista e produtor, Marcio Debellian acaba de propor outra aventura artística com o livro <em>Liberdade Até Agora</em> (Mobile Editorial, R$ 30).</p>
<p>Ele e Eduardo Coelho selecionaram contos de escritores consagrados, como Machado de Assis, Carlos Drummond de Andrade e Clarice Lispector, e encomendaram inéditos de artistas contemporâneos, como Tom Zé, Alessandra Colasanti e João Paulo Cuenca. O tema, como diz o título, foi liberdade.</p>
<p>Os 21 textos, belamente ilustrados com colagens de Joana Coccarelli,foram organizados de forma que houvesse um diálogo entres eles, apesar de escritos independentemente. O detalhe é que os créditos aparecem apenas no fim da obra. “Queríamos uma leitura sem pré-julgamentos”, disse Debellian, em entrevista ao <strong>Destak</strong>. Debatido na Flip (Festa Literária Internacional de Paraty), o livro será lançado no Rio nesta sexta-feira, às 19h30, na Livraria da Travessa do shopping Leblon (r. Afrânio de Melo Franco, 290, 2o piso).</p>
<p><strong>Você se formou economista, trabalhou na área. Como se tornou artista?</strong></p>
<p>Na verdade, sempre houve um interesse. Cheguei a trabalhar com economia durante cinco anos, depois fui fazer teatro. Isso me deu um clarão em termos de possibilidades. Fui criando e inventando projetos artísticos, movido pela paixão. Foi assim com o Palavra (En)Cantada, por exemplo. Queria trabalhar com poesia e música. No início nem era filme, começou como um projeto de shows e foi se desenvolvendo.</p>
<p><strong>Como foi o processo de criação do livro?</strong></p>
<p>Veio da vontade de entender como a geração contemporânea trabalharia com o tema liberdade. Historicamente, percebi que a liberdade era abordada em temas coletivos, como a escravidão no século 19 ou a ditadura no século passado. Havia traços comuns. Queria entender quais seriam as questões contemporâneas. Aí convidei o Eduardo Coelho, da editora Mobile, que cuida do acervo da Fundação Casa de Rui Barbosa e que tem conhecimento muito grande dos autores clássicos. Cada um ficava com uma dúzia de livros, marcava, depois trocava. Assim selecionamos os clássicos. Dos contemporâneos, havia pessoas das quais gostávamos do trabalho e gostaríamos de ter a visão. Alguns achamos que seria interessante para trazer um deslocamento por serem de outras áreas. Acho o Tom Zé o homem mais livre que existe, por exemplo. Ele topou e arrasou. A Colasanti (Alessandra) é atriz, performer, mas tem um texto para teatro que cabia. Aliás, ficou deslumbrante. A Bruna Beber é uma poeta, assim como o Ramon (Mello). Queria trazer um pouco desse deslocamento de função.</p>
<p><strong>Por que o Tom Zé é o homem mais livre que existe? </strong></p>
<p>Pelos risco que ele assumiu na carreira, pela criação, pelas atitudes, por como se comporta no palco. O show dele é um êxtase. Passa a liberdade quase de uma criança. Tanto é um gênio, com sabedoria imensa, como tem a espontaneidade infantil.</p>
<p><strong>Por que só revelar os autores no final do livro?</strong></p>
<p>Quando alguém vai ler Machado, Clarice, Drummond, já o faz quase em posição de reverência. E alguns também já vão direto aos autores que conhecem. Queríamos uma leitura sem pré-julgamentos. Encadeamos os textos de forma que dialogam. Alguns contos se tocam, como o do Tom Zé com o do Mário de Andrade. O da Tatiana Levy dialoga com o Drummond belamente. E isso aconteceu sem querer. O único tema era liberdade, sem restrição de tamanho ou subtema definido. A ideia era deixá-los à vontade, livres. Quem for ansioso pode ir ao fim e ver quem são os autores antes, mas a proposta é outra mesmo.</p>
<p><strong>Como os autores abordaram o tema? </strong></p>
<p>No conto do Tom Zé, a liberdade é a partir da inteligência. Outros são opostos ao que se espera de liberdade. Foram para o indivíduo reprimido. Isso me surpreendeu muito. Foram contos doloridos, sobre uma necessidade de libertação de um amor&#8230; Achei bacana. A maneira como cada um abordou é absolutamente distinta do outro. Tem sutilezas e durezas. De forma geral, oconjunto da obra foi relacionado a questões do indivíduo, não houve um coletivo, como havia com a ditatura ou a escravidão.</p>
<p><strong>Quais os seus próximos projetos?</strong></p>
<p>Quero fazer um outro filme. Outro documentário, também sobre música. Será um olhar para a minha geração. P a l a v r a (En)Cantada é histórico, desde os sambas dos anos 1930 até os dias atuais, e é feito com artistas renomados. Agora quero fazer com a minha geração. Está em fase de pré-produção ainda. Já tenho um acervo de vídeo de outros trabalhos que fiz, com Tulipa Ruiz, Letuce, Leo Cavalcanti, Maria Gadú. Também vou reeditar o livro Maria Bethânia Guerreira Guerrilha, escrito pelo Reynaldo Jardim, em 1968. O livro foi apreendido, Bethânia depôs no Dops (Departamento de Ordem Política e Social). Não houve mais edição e já vi nos sebos por     até R$4 mil. Eu e o Ramon Mello compramos os direitos autorais e o estamos reeditando para ser lançado em outubro. Estamos          apenas acrescentando uma apresentação do Júlio Diniz, professor da PUC-RJ, e fazendo uma pesquisa, na Biblioteca Nacional e com amigos do Reynaldo Jardim, de críticas e notícias veiculadas na imprensa da época, para incluirmos.Também tenho vontade de fazer uma peça. Estou negociando a compra de um texto.</p>
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		<title>Escritores inspirados na liberdade &#8211; O Globo</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Jul 2011 18:57:11 +0000</pubDate>
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<p><object style="width: 420px; height: 389px;"><param name="movie" value="http://static.issuu.com/webembed/viewers/style1/v1/IssuuViewer.swf?mode=embed&amp;viewMode=presentation&amp;layout=http%3A%2F%2Fskin.issuu.com%2Fv%2Flight%2Flayout.xml&amp;showFlipBtn=true&amp;documentId=110801191735-0afd7d23bf6041849b6d61d146b6de51&amp;docName=escritoresinspirados&amp;username=debeproducoes&amp;loadingInfoText=Escritores%20inspirados%20da%20liberdade&amp;et=1312226406163&amp;er=16" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="menu" value="false" /><embed style="width: 420px; height: 389px;" type="application/x-shockwave-flash" src="http://static.issuu.com/webembed/viewers/style1/v1/IssuuViewer.swf" allowfullscreen="true" menu="false" flashvars="mode=embed&amp;viewMode=presentation&amp;layout=http%3A%2F%2Fskin.issuu.com%2Fv%2Flight%2Flayout.xml&amp;showFlipBtn=true&amp;documentId=110801191735-0afd7d23bf6041849b6d61d146b6de51&amp;docName=escritoresinspirados&amp;username=debeproducoes&amp;loadingInfoText=Escritores%20inspirados%20da%20liberdade&amp;et=1312226406163&amp;er=16"></embed></object></p>
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		<title>Liberdade até agora</title>
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		<pubDate>Sun, 26 Jun 2011 00:29:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>debe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Projetos]]></category>

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		<description><![CDATA[A Debê Produções lança em parceria com a Mobile Editorial a antologia &#8220;Liberdade até agora&#8221;, organizada por Eduardo Coelho e Marcio Debellian. O livro é composto por 21 contos  dos seguintes autores: Contos Selecionados: Afonso Arinos, Antônio de Alcântara Machado, Caio Fernando Abreu, Carlos Drummond de Andrade, Clarice Lispector, Lima Barreto, Lygia Fagundes Telles, Machado de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Debê Produções lança em parceria com a Mobile Editorial a antologia &#8220;Liberdade até agora&#8221;, organizada por <strong>Eduardo Coelho e Marcio Debellian.</strong></p>
<p>O livro é composto por 21 contos  dos seguintes autores:</p>
<p>Contos Selecionados: <span style="color: #008000;"><strong>Afonso Arinos, Antônio de Alcântara Machado, Caio Fernando Abreu, Carlos Drummond de Andrade, Clarice Lispector, Lima Barreto, Lygia Fagundes Telles, Machado de Assis, Mário de Andrade, Sergio Porto</strong></span>;</p>
<p>Contos inéditos<strong>:</strong> <strong><span style="color: #ff6600;">Alessandra Colasanti, Bruna Beber, Bruno Dorigatti, Carola Saavedra, João Paulo Cuenca, Luiz Ruffato, Manuela Sawitski, Marcelino Freire, Ramon Mello, Tatiana Levy e Tom Zé</span>.</strong> Todos os contos são ilustrados com colagens da artista plástica <span style="color: #0000ff;"><strong>Joana Coccarelli</strong></span>.</p>
<p>O lançamento do livro ocorreu durante a FLIP, no dia <span style="text-decoration: underline;"><strong>09 de julho de 2011</strong></span>, sábado, às <strong>19h30</strong>, na <strong>Casa de Cultura de Paraty</strong>, em debate com a presença dos escritores Alessandra Colasanti, João Paulo Cuenca, Luiz Ruffato e Tatiana Levy, e da artista plástica Joana Coccarelli.  O livro e o evento de lançamento contaram com o patrocínio da Souza Cruz.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Maria Bethânia Guerreira Guerrilha</title>
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		<pubDate>Sun, 26 Jun 2011 00:22:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>debe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Projetos]]></category>

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		<description><![CDATA[A Debê Produções, em parceria com a Mobile Editorial, relançou em outubro o livro &#8220;Maria Bethânia Guerreira Guerrilha&#8221;, de Reynaldo Jardim, publicado, até então, em única edição em 1968. Esta nova versão, organizada por Marcio Debellian e Ramon Mello,  chegou às livrarias em versão que reproduziu fielmente a publicação original e acrescentou nova apresentação e fortuna [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;">A Debê Produções, em parceria com a Mobile Editorial, relançou em outubro o livro <strong><span style="color: #ff6600;">&#8220;Maria Bethânia Guerreira Guerrilha&#8221;</span></strong>, de <strong>Reynaldo Jardim</strong>, publicado, até então, em única edição em 1968. Esta nova versão, organizada por <strong>Marcio Debellian e Ramon Mello</strong>,  chegou às livrarias em versão que reproduziu fielmente a publicação original e acrescentou nova apresentação e fortuna crítica.</div>
<div style="text-align: justify;">Antes de falecer, Reynaldo Jardim publicou este livro-poema como parte do livro &#8220;Sangradas escrituras&#8221; , uma antologia que reuniu todo o seu trabalho, e escreveu o texto de apresentação que segue abaixo.</div>
<div>
<div>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Teatro Opinião. Rio de Janeiro. Bethânia no palco substituindo Nara Leão. Ninguém a conhecia. Chegara da Bahia trazida por Vianinha. Aquela quase menina, na arena do Opinião, parecia, pela potência dramática, postura corporal, força emotiva, uma deusa-mulher adulta mente deslumbrante e sedutora. Quando acabou de cantar Carcará, a plateia entrou em delírio. A baianinha tornara-se a musa de toda uma geração romântica, audaciosa e revolucionária. Em uma das apresentações, subi ao palco e li o início de um poema que escrevi em sua homenagem. Posteriormente desenvolvi o tema e nasceu o polifônico ‘Maria Bethânia, Guerreira Guerrilha’. Era véspera do AI 5. Com a publicação do livro, considerado justamente subversivo, fui processado. E deixei minha musa em uma posição muito delicada. Teve que prestar depoimento no DOPS. A edição foi apreendida, retirada das livrarias. Minha casa, invadida. Republico aqui o livro só para reverenciar essa que, sendo a melhor atriz da canção brasileira, é um padrão de soberba dignidade.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
</div>
</div>
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		<title>Entrevista ao jornal português i &#8211; por Hugo Gonçalves</title>
		<link>http://debe.com.br/entrevista-ao-jornal-portugues-i-por-hugo-goncalves</link>
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		<pubDate>Sun, 22 May 2011 03:47:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>debe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Márcio Debellian. &#8220;Um brasileiro pode estar na Amazónia, mas vai ter um radiozinho de pilhas&#8221; Publicado em 21 de Maio de 2011 O guionista e produtor do documentário &#8220;Palavra (En)Cantada&#8221;, que passa amanhã na RTP2, explica a origem desta relação mágica Tem Chico Buarque, Maria Bethânia, Adriana Calcanhotto, Lenine, Zélia Duncan ou Tom Zé. Chama-se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h1><span style="color: #0000ff;">Márcio Debellian. &#8220;Um brasileiro pode estar na Amazónia, mas vai ter um radiozinho de pilhas&#8221;</span></h1>
<div>Publicado em 21 de Maio de 2011</div>
<div id="news-detail-obj-copete"><strong>O guionista e produtor do documentário &#8220;Palavra (En)Cantada&#8221;, que passa amanhã na RTP2, explica a origem desta relação mágica</strong></div>
<p>Tem Chico Buarque, Maria Bethânia, Adriana Calcanhotto, Lenine, Zélia Duncan ou Tom Zé. Chama-se &#8220;Palavra (En)Cantada&#8221;, é sobre a música brasileira, foi o quarto documentário mais visto no Brasil em 2009 e ganhou o prémio de melhor documentário no Festival de Cinema do Rio de Janeiro no ano anterior. Passa na RTP 2 este domingo, às 15h00. E vale a pena perceber porque é a MPB tão gostosa, safada e bem cantada. Falámos com o autor da ideia, guionista e produtor, Márcio Debellian, via Skype, para descobrir como um economista carioca acaba no cinema por causa da música. E de Maria Bethânia.</p>
<p><strong>Um dos mistérios da música brasileira é a sua qualidade e a forma como letra e música encontram tantas vezes o namoro perfeito. Descobriste qual era esse mistério com o teu documentário?</strong></p>
<p>Essa não era a pretensão inicial do filme. Mas fomos chegando próximo desse mistério. Uma das frases que escolhemos para abertura do filme é de um poema de Augusto de Campos: &#8220;Estou pensando no mistério das letras de música tão frágeis quando escritas, tão fortes quando cantadas.&#8221; Só lá chegámos durante o processo, não pensei, &#8220;vou mergulhar nesse mistério&#8221;, foi algo mais afectivo, a paixão pela música e poesia, a soma de afectos dos entrevistados, da directora [Helena Solberg], dos pesquisadores. Fui parar no cinema por causa do afecto pela música. E foi ela que também me aproximou do universo literário.</p>
<p><strong>No filme há um lado mais académico, através dos especialistas entrevistados, e outro mais emocional, trazido pelas palavras dos músicos. Qual é a diferença?</strong></p>
<p>Fomos enlaçando todos os depoimentos e percebendo que cada músico se aproximara da literatura e da música de forma diferente, cada um tem a sua história pessoal. Lirinha, por exemplo, fala do sítio do avô dele, que era cantador. Com os artistas tínhamos o universo pessoal de cada um deles pulsando nas palavras. E mesmo os académicos com quem falámos são todos poetas ou compositores ou músicos. Foram eles que deram uma forma, que enlaçaram tudo, foram os pilares de entendimento do filme.</p>
<p><strong>Um desses académicos, José Miguel Wisnick, que também é músico, defende que a falta de formação de muitos brasileiros fez com que a música fosse o maior veículo de informação e de transmissão de histórias e de arte, muito mais que a literatura.</strong></p>
<p>A música nunca substituirá a importância do livro, mas o Brasil tem uma tradição oral muito forte. A música é uma arte acessível a todos. Um brasileiro pode estar lá no meio da Amazónia, mas vai ter um radiozinho de pilhas. É a arte mais democrática. E como dialoga muito com a literatura e a poesia, os grandes poetas acabam chegando às pessoas. Muitas vezes elas nem sabem que estão ouvindo João Cabral de Melo Neto, Carlos Drummond de Andrade ou Fernando Pessoa. Estudei em boas escolas, tive uma educação privilegiada, mas a literatura não me chegou pela escola. Apaixonei-me por Pessoa ouvindo Maria Bethânia. Se você tem 11 anos e está na escola e alguém lhe diz, &#8220;O poeta é um fingidor/ finge tão completamente&#8230;&#8221;, aí você quer ir para o recreio, está preocupado com a bagunça que quer aprontar. Mas se é um pouco mais velho e vai num show da Bethânia, no qual ela costura todas as músicas com a poesia de Fernando Pessoa, você é tomado por um arrebatamento que te obriga a sair dali para ir ler Pessoa e mergulhar nesse universo. Há muitos poetas que só descobri em livro depois de ouvi-los em canções. A música abre caminho, não soluciona o problema da educação.</p>
<p><strong>O Lenine diz no filme que a tradição musical brasileira tem base nos trovadores provençais. Vai assim tão longe?</strong></p>
<p>Penso que o Lenine se referia à ideia de andar de cidade em cidade cantando, carregando os instrumentos, que é típica no Nordeste do Brasil, tal como acontecia com os trovadores. Os trovadores eram cronistas, fofoqueiros, contavam histórias, usavam a sátira.</p>
<p><strong>Em Portugal a Amália conseguiu trazer os grandes poetas para o fado, cantou Camões, o que por alguns foi considerado uma heresia. A bossa nova fez a mesma coisa no Brasil?</strong></p>
<p>Sem dúvida que a bossa nova rompeu esse caminho e abriu fronteiras. O Vinicius de Moraes era um poeta sofisticado, um diplomata, e começou a fazer letras para canções. Depois dele houve uma sucessão de grandes poetas trabalhando com música &#8211; o Waly Salomão, o Arnaldo Antunes, o António Cícero. Vinicius aproximou a poesia e a música.</p>
<p><strong>No entanto, o Chico Buarque insiste no filme que não é poeta.</strong></p>
<p>Por causa da forma como trabalha. Aquelas palavras que ele escreve acontecem por conta de uma música que pré-existe, são feitas para encaixar com aquela melodia e formar uma canção, esse nó muito subtil da harmonia e da letra. É também uma forma de se resguardar, porque os poetas têm muita inveja, ficam falando dele. Os artistas brasileiros acabam virando pensadores e porta-vozes de questões nacionais. O Caetano Veloso é chamado a dar opinião sobre todos os assuntos importantes. Os estudiosos, os especialistas, os poetas ficam incomodados porque o Chico escreve romances, é um compositor popular e ainda vai ganhar o título de poeta? Se a gente for pensar na coisa mais sublime que a poesia pode nos causar, naquilo que as suas palavras provocam, na sua beleza, então o Chico é um poeta.</p>
<p><strong>Há um lado de divindade nalguns músicos brasileiros, há quase uma idolatria mística. É mais que ser famoso. Como foi lidar com eles durante as entrevistas?</strong></p>
<p>No caso da Bethânia só tínhamos vinte minutos e nessa hora baixa o santo e você tem que trabalhar. O Chico Buarque foi muito generoso, nos convidou para ir na casa dele, e fez umas piadas, disse: &#8220;Se é para cantarolar sai mais caro&#8221;. No momento me pareceu uma situação muito tensa, mas quando vi as imagens era a coisa mais engraçada e simpática. Com estas entrevistas, aprendi a deixar o ídolo no canto dele, a não me aproximar de mais. É trabalho. O fã fica em casa.</p>
<p><strong>Quantas vezes já viste a Maria Bethânia em concerto?</strong></p>
<p>Não tenho noção, no primeiro show que fui, repeti muitas vezes. Concerto de Bethânia passou a ser programinha, se estava um show dela em cartaz, ia lá no domingo, tomar um drink. Se tem, eu estou indo.</p>
<p><strong>E esse teu fascínio pela música da Bethânia também está na origem deste documentário.</strong></p>
<p>Se não houvesse Bethânia não haveria &#8220;Palavra (En)cantada&#8221;. Ela abriu clarões na minha vida. Para o filme foi fundamental. Toda essa paixão, todo esse interesse pela poesia que aprendi com ela, desembocou no filme.</p>
<p>No processo de pesquisa, encontraram imagens importantes e desconhecidas.</p>
<p>Foi fundamental para a construção do filme, que precisava de respirar. Buscámos imagens muito antigas de Carnaval, que não existem aqui. Encontrámos na BBC e na CBS. Conseguimos coisas em França. Quando chegavam essas imagens eu chorava de alegria.</p>
<p><strong>Qual é o fascínio dos brasileiros, dos mais ricos aos mais pobres, pelo Roberto Carlos, e por que não aparece ele no filme?</strong></p>
<p>O Roberto Carlos é o Rei. Aquelas melodias, aquelas letras&#8230; É o sentimento do povo brasileiro. Desde que me lembro como gente que Roberto Carlos tem um Especial de fim de ano na TV Globo. Não tem como explicar o amor das pessoas por ele. E só não está no filme porque não topou &#8211; a gente convidou. Também não daria para ir lá e fazer uma coisa pequena, ele é muito maior.</p>
<p><strong>Cá ouve-se muita música brasileira. Aí não se ouve música portuguesa. </strong></p>
<p>Não sei porquê. Não sei se é o ritmo, se é o sotaque da língua falada. Não entendo, porque o inglês não tem ligação com a nossa língua e toda a gente sai cantando. Não entendo, nós falamos a mesma língua e soa tão diferente. A televisão abre muito caminho, vocês vêem programas brasileiros há muitos anos, o ouvido fica habituado. Nós não estamos tão acostumados ao vosso português. Mas fico muito feliz que o filme passe aí.</p>
<p><strong>Houve, nos últimos anos, uma explosão de documentários no Brasil, e o cinema brasileiro é bem visto no exterior, realizadores como Fernando Meirelles, Walter Salles ou José Padilha são convidados por Hollywood. </strong></p>
<p>No ano passado, vários filmes passaram da marca de um milhão de espectadores, &#8220;Tropa de Elite 2&#8243;, um filme sobre Chico Xavier, e há muita comédia. O brasileiro procura cada vez mais filmes nacionais. O país está crescendo e a indústria está acompanhando, as políticas de incentivo ao cinema são mais consistentes, há pessoas a trabalhar continuamente, melhoram, os directores podem fazer vários filmes. Começa a haver indústria. E os documentários musicais viraram uma febre. Quando o &#8220;Palavra (En)cantada&#8221; foi lançado no festival do Rio, competia com sete documentários musicais. E a febre continua, quase sempre focada numa figura musical: Elza Soares, Raul Seixas, Vinicius de Moraes, Maria Bethânia, Caetano Veloso. Nesse aspecto, este filme é diferente, não se centra apenas numa personagem, é sobre um sentimento, um afecto.</p>
<p><strong>Tim Maia, Cazuza, Elis Regina, Raul Seixas e uns quantos mais morreram cedo. Não há demasiados músicos brasileiros a partir de forma trágica e precoce? </strong></p>
<p>Isso é no mundo inteiro. Há artistas cuja matéria-prima do seu trabalho é o sentimento, as suas entranhas, escavam mais fundo para criar, no coração, no estômago, entrando em regiões que muitas pessoas não se arriscariam. E para lidar com isso metem muito bebida, muita droga, depois o corpinho não aguenta.</p>
<p><strong>O filme fecha com esta frase de Adriana Calcanhotto: &#8220;Minha música não quer ser útil, minha música só quer ser música, minha música não quer pouco.&#8221; Porquê?</strong></p>
<p>É uma música com a qual namorei durante muito tempo e, quando fui entrevistar a Adriana, foi o primeiro tema que pedi para ela tocar, não sabendo bem porquê. Nunca imaginei que fecharia o filme, mas encaixou porque a conclusão, no final, não é minha, é de quem vê o filme, foi uma forma de dizer &#8220;tem muita gente falando neste filme, muita coisa dita, mas é você que decide o que sente e o que fica com você. É uma forma de retirar qualquer pretensão ao filme. E também porque é uma música muito feliz.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #ff0000;">Perfil &#8211; Marcio Debellian</span></p>
<p>Carioca, 33 anos, estudou economia, mas a música empurrou–o para o cinema. Palavra (En)Cantada é sobre a relação entre poesia e música, resgatou imagens pouco conhecidas e pôs os craques da MPB a falar sobre as suas canções. Idealizou o site Saraiva Conteúdo, da maior rede de livrarias do Brasil, com um acervo de 250 vídeos com artistas como Maria Bethânia ou António Lobo Antunes. Lança em junho a antologia &#8220;Liberdade até agora&#8221;, com contos de Machado de Assis, Lima Barreto e Clarice Lispector, além de textos inéditos de escritores contemporâneos como Tatiana Levy e João Paulo Cuenca.</p>
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		<title>OI Futuro</title>
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		<pubDate>Mon, 16 May 2011 00:11:00 +0000</pubDate>
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